A Secretaria Municipal de Saúde de Fernandópolis realizou, nesta terça-feira (22), uma capacitação sobre os fluxos de atendimento infantojuvenil no município. Promovido pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e pela Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD), o encontro reuniu profissionais de diferentes setores envolvidos no atendimento de crianças e adolescentes.
A atividade foi realizada no auditório do Paço Municipal e contou com representantes da Atenção Primária à Saúde, CAPS Infantojuvenil (CAPS IJ), Centro Especializado em Reabilitação (CER), Comunidade Famílias São Pedro (COFASP), APAE, CISARF, Centro de Especialidades Médicas, AME, Unifev, Conselho Tutelar, redes municipal e estadual de ensino, organizações da sociedade civil, CRAS, CREAS e Secretaria Municipal de Assistência Social.
O objetivo foi apresentar o funcionamento dos serviços, esclarecer os critérios de acesso e definir com mais clareza os caminhos para os encaminhamentos. A proposta é evitar a fragmentação do atendimento e garantir que cada criança ou adolescente seja direcionado ao serviço adequado, com continuidade e articulação entre os profissionais.
Durante a capacitação, foram abordados temas relacionados à saúde mental, neurodesenvolvimento, deficiência e reabilitação. Também foi destacada a importância da comunicação entre os serviços e da corresponsabilização no acompanhamento dos casos.
Segundo a coordenadora da RAPS de Fernandópolis, Maísa Borges de Oliveira, a aproximação entre os profissionais é fundamental para fortalecer o trabalho em rede.
“Essa capacitação nasceu da necessidade de aproximarmos as pessoas que estão envolvidas no cuidado de nossas crianças e adolescentes. Muitas vezes, cada serviço conhece muito bem o seu próprio trabalho, mas precisamos também conhecer o trabalho do outro, saber quais são os critérios de acesso, quais são as possibilidades de atendimento e, principalmente, como podemos compartilhar o cuidado.”
Também participaram profissionais das áreas de Educação e Assistência Social, além do Conselho Tutelar e de organizações da sociedade civil. Esses setores estão diretamente ligados ao cotidiano de crianças, adolescentes e famílias e podem identificar situações que necessitam de acompanhamento ou articulação com outros serviços.
Para Maísa, o fortalecimento da comunicação entre os integrantes da rede é importante para que os usuários não sejam apenas direcionados de um serviço para outro, sem continuidade no acompanhamento.
“Não queremos uma rede em que o usuário simplesmente seja encaminhado de um serviço para outro. Queremos uma rede em que os profissionais conversem, os serviços se reconheçam e compartilhem o cuidado. Quando essa rede está fortalecida e conectada, o usuário é quem mais se beneficia”, destacou.