O Museu de Paleontologia “Cristovão Souza de Oliveira”, em Fernandópolis, recebeu 75 profissionais da educação nos dias 8 e 9 de setembro para uma oficina voltada ao uso do espaço como ferramenta de aprendizagem.
A formação reuniu professores, diretores e coordenadores de Fernandópolis e Guarani D’Oeste e teve como objetivo mostrar que uma visita ao museu pode ir além de um passeio diferente para os estudantes, sendo utilizada também como parte do processo pedagógico.
A oficina foi coordenada pelo professor Carlos Eduardo Maia, conhecido como Cadu, curador do Museu de Paleontologia. Entre os participantes estavam 47 professores da Educação Infantil da rede municipal de Fernandópolis, 13 professores da rede municipal de Guarani D’Oeste e outros 15 diretores e coordenadores de Fernandópolis.
Durante as atividades, os profissionais conheceram melhor as possibilidades pedagógicas oferecidas pelo museu. A proposta é que o espaço seja utilizado como uma extensão da sala de aula, permitindo que conteúdos trabalhados pelos alunos sejam transformados em experiências mais concretas e interativas.
Segundo Cadu, as visitas guiadas despertam a curiosidade dos estudantes e podem contribuir para a complementação dos conteúdos trabalhados nas escolas.
“Há um consenso entre os pedagogos de que visitas guiadas a museus são importantes na complementação do conteúdo trabalhado em sala de aula. As crianças e os adolescentes ficam muito empolgados nas visitas guiadas, prestam atenção às explicações, interagem e fazem bastante perguntas ao guia”, afirmou.
Desde a inauguração, o Museu de Paleontologia já recebeu dezenas de escolas de Fernandópolis, de municípios da região e também de outros estados. A visitação escolar se tornou uma das principais atividades educativas desenvolvidas pelo espaço.
A oficina realizada nesta semana busca ampliar essa aproximação entre o museu e as escolas. A intenção é que as visitas sejam planejadas em conjunto com os professores, de forma que o conteúdo possa ser apresentado inicialmente em sala de aula, aprofundado durante a visita ao museu e retomado posteriormente pelos estudantes.
Com isso, a proposta é fazer com que os alunos não apenas tenham contato com fósseis, mas também compreendam o que esses registros revelam sobre a história do planeta.
A expectativa é que as visitas continuem estimulando a curiosidade e o interesse dos estudantes pela ciência, transformando o contato com o acervo em uma experiência de aprendizagem.