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Lula é reeleito presidente; Flávio Bolsonaro tem maioria dos votos em quatro cidades do Noroeste paulista
Segundo turno foi marcado por disputa nacional acirrada e pela prorrogação do horário de votação até as 19h em seções que ainda estavam abertas. Na região, Flávio Bolsonaro superou Lula em Fernandópolis, Votuporanga, Santa Fé do Sul e Jales.
Por JORNALISMO EDUCADORA
Publicado em 26/10/2026 07:49
POLÍTICA
O senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o 1º debate presidencial do 2º turno promovido pela "Band”

O Brasil definiu neste domingo, 25 de outubro, o resultado da eleição presidencial de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi reeleito presidente da República ao vencer o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL).

Na totalização final divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro somou 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos.

A eleição foi marcada por uma disputa acirrada em nível nacional e por questionamentos sobre a condução do processo eleitoral nas horas finais da votação, especialmente depois da decisão judicial que ampliou o horário de funcionamento de parte das seções eleitorais.

Flávio Bolsonaro supera Lula nas quatro principais cidades da região

No Noroeste paulista, os resultados de Fernandópolis, Votuporanga, Santa Fé do Sul e Jales apontam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no segundo turno. Os percentuais abaixo correspondem aos votos válidos de cada município.

Em Fernandópolis, Flávio Bolsonaro recebeu 24.437 votos, o equivalente a 63,29% dos votos válidos. Lula obteve 14.177 votos, ou 36,71%.

O município registrou 39.836 comparecimentos, correspondentes a 79,35% do eleitorado apto. A abstenção foi de 20,65%, com 10.365 eleitores ausentes. Foram contabilizados 507 votos brancos, equivalentes a 1,27% do comparecimento, e 715 votos nulos, ou 1,79%. A votação foi realizada em 154 seções eleitorais.

Em Votuporanga, Flávio Bolsonaro somou 36.779 votos, enquanto Lula recebeu 17.613. Os números representam 67,62% e 32,38% dos votos válidos, respectivamente. O município tinha 68.939 eleitores aptos e registrou 714 votos brancos e 1.307 nulos.

Em Santa Fé do Sul, Flávio Bolsonaro obteve 13.482 votos, contra 6.031 de Lula. O candidato do PL alcançou 69,09% dos votos válidos, enquanto o candidato do PT ficou com 30,91%. A cidade tinha 25.811 eleitores aptos e contabilizou 271 votos brancos e 437 nulos.

Já em Jales, Flávio Bolsonaro recebeu 19.339 votos, equivalentes a 68,11% dos votos válidos. Lula teve 9.054 votos, ou 31,89%. O eleitorado apto informado era de 36.028 pessoas. Foram registrados 391 votos brancos e 661 nulos.

Os resultados mostram que Flávio Bolsonaro ficou à frente de Lula nos quatro municípios analisados. Para completar o balanço regional, os dados de comparecimento e abstenção de Votuporanga, Santa Fé do Sul e Jales devem ser consultados na totalização oficial.

Abstenções, votos brancos e nulos

Além da votação destinada aos candidatos, os índices de comparecimento, abstenção e votos não válidos ajudam a dimensionar a participação dos eleitores.

No resultado nacional, o segundo turno reuniu mais de 158 milhões de eleitores aptos, dos quais aproximadamente 128,2 milhões compareceram às urnas. A abstenção ficou em torno de 19,2%, abaixo dos 21,08% registrados no primeiro turno.

Na totalização final, foram contabilizados 1.430.496 votos brancos e 2.723.305 votos nulos em todo o país.

Os votos brancos e nulos não entram no cálculo dos votos válidos usados para definir o vencedor da eleição. A abstenção, por sua vez, corresponde aos eleitores aptos que não compareceram para votar.

Em Fernandópolis, especificamente, 10.365 eleitores deixaram de comparecer às urnas, o equivalente a 20,65% do eleitorado apto. Os números municipais de abstenção das outras três cidades precisam ser confirmados na base oficial antes de serem apresentados como definitivos.

Por que o horário de votação foi prorrogado?

A votação do segundo turno estava prevista para terminar às 17h, no horário de Brasília. No entanto, uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a ampliação do horário até as 19h.

A decisão ocorreu após questionamentos sobre dificuldades no transporte público e o deslocamento de eleitores até os locais de votação. A campanha de Lula acionou a Justiça alegando restrições na circulação do transporte coletivo em diferentes cidades. A campanha de Flávio Bolsonaro também recorreu à Justiça Eleitoral, apontando problemas relacionados a condições climáticas e bloqueios de vias.

Ao analisar o pedido, Zanin considerou urgentes os relatos apresentados e determinou a prorrogação por até duas horas, atribuindo ao TSE a execução da medida.

A decisão, tomada perto do horário previsto para o encerramento da votação, gerou dificuldades operacionais. Em várias localidades, as seções já haviam encerrado os procedimentos e fechado as urnas quando a determinação chegou aos responsáveis pela organização do pleito.

Diante da situação, o TSE esclareceu que a ampliação deveria ser aplicada somente às seções que ainda permaneciam abertas. As urnas que já haviam sido fechadas não deveriam ser reabertas, e os votos registrados nelas seriam normalmente computados e totalizados.

A medida também afetou temporariamente o andamento da apuração, que precisou aguardar a definição dos procedimentos para o cumprimento da decisão judicial.

O que disseram Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques?

A prorrogação colocou em evidência a atuação de dois ministros: Cristiano Zanin, do STF, responsável pela decisão inicial, e Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Zanin fundamentou a decisão na gravidade dos relatos sobre dificuldades de transporte e na necessidade de garantir condições para o exercício do voto. O ministro determinou a extensão do recebimento dos votos até as 19h, no horário de Brasília, e posteriormente esclareceu que a medida não exigia a reabertura de seções já encerradas.

Kassio Nunes Marques, por sua vez, afirmou que a decisão recebida após as 17h gerou dificuldades para o processo eleitoral. Durante o balanço do segundo turno, o presidente do TSE declarou que a determinação chegou depois do horário oficial de encerramento e ressaltou que não havia precedente de ampliação do horário de votação daquela maneira.

O presidente da Corte Eleitoral orientou os tribunais regionais a manterem em funcionamento até as 19h somente as seções que ainda estivessem abertas. Também afirmou que os relatos sobre problemas no transporte seriam apurados pela Justiça Eleitoral.

O episódio levantou questionamentos sobre o momento da decisão, a comunicação entre os órgãos do Judiciário e a necessidade de procedimentos claros para situações excepcionais. A apuração desses questionamentos depende de informações oficiais, registros e eventuais medidas apresentadas às instâncias competentes.

Resultado nacional definido e balanço regional

A eleição presidencial de 2026 terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 51,79% dos votos válidos no segundo turno. Flávio Bolsonaro ficou com 48,21%.

No Noroeste paulista, os resultados de Fernandópolis, Votuporanga, Santa Fé do Sul e Jales mostram vantagem de Flávio Bolsonaro nas quatro cidades. Os índices de comparecimento e abstenção, entretanto, precisam ser reunidos em uma base uniforme para permitir uma comparação completa entre os municípios.

A prorrogação do horário de votação foi um dos principais episódios institucionais do pleito. A decisão procurou responder a relatos de dificuldades no deslocamento de eleitores, mas a proximidade do horário original de encerramento provocou entraves operacionais e questionamentos sobre a coordenação entre o STF e o TSE.

O resultado nacional foi proclamado pela Justiça Eleitoral, mas o balanço completo das eleições também exige transparência sobre os procedimentos adotados, a divulgação dos dados municipais e o esclarecimento das circunstâncias que marcaram o encerramento da votação.

A participação dos eleitores, a apuração dos votos e o cumprimento das regras eleitorais permanecem no centro do debate sobre o processo democrático e a confiança nas instituições.

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