A Venezuela recebeu o reforço de mais mil socorristas estrangeiros para ajudar nas buscas por sobreviventes após os fortes terremotos que atingiram o país na última semana.
Com a nova chegada de equipes internacionais, o total de agentes enviados por outros países já passa de 2,6 mil. Os trabalhos se concentram principalmente nas áreas mais afetadas pelos tremores, onde prédios desabaram, ruas ficaram destruídas e milhares de pessoas ainda são procuradas.
As equipes atuam em uma verdadeira corrida contra o tempo. Especialistas afirmam que, depois das primeiras 72 horas de um desastre dessa proporção, as chances de encontrar vítimas com vida sob os escombros diminuem de forma considerável.
Mesmo assim, os trabalhos seguem sem interrupção. Socorristas, bombeiros, militares, policiais, equipes médicas e cães farejadores participam das operações de busca e resgate. A prioridade é localizar possíveis sobreviventes em meio aos destroços e prestar atendimento às famílias atingidas.
O governo venezuelano informou que militares e agentes de segurança também foram mobilizados para auxiliar no patrulhamento, no controle das áreas isoladas e nas medidas sanitárias emergenciais.
A tragédia deixou milhares de feridos e provocou um cenário de destruição em diferentes regiões do país. Em La Guaira, uma das áreas mais afetadas, moradores relataram dificuldades para receber ajuda e falta de equipamentos pesados nos primeiros dias após os tremores.
De acordo com levantamentos divulgados por autoridades e organismos internacionais, o número de mortos passou de mil, enquanto dezenas de milhares de pessoas ainda seguem desaparecidas. A expectativa é de que o balanço possa aumentar conforme as equipes avancem em regiões de difícil acesso.
A ajuda internacional inclui profissionais especializados em salvamento, equipes médicas, cães treinados, equipamentos de localização de vítimas, suprimentos e apoio logístico. Países da América Latina, da Europa e de outras regiões anunciaram envio de equipes e materiais para reforçar a resposta humanitária.
O Brasil também participa da operação de ajuda, com o envio de bombeiros militares e apoio humanitário. Os profissionais brasileiros se juntam às equipes que atuam nos pontos mais atingidos pelos terremotos.
Enquanto as buscas continuam, milhares de famílias aguardam por notícias de parentes desaparecidos. Para os socorristas, cada hora é decisiva, mas cada sobrevivente encontrado representa uma nova esperança em meio à devastação.